A iniciativa paulistana passou a integrar a plataforma internacional de práticas habitacionais da ONU, que reúne experiências consideradas referências mundiais no enfrentamento da crise habitacional, recuperação urbana e desenvolvimento sustentável em grandes cidades.
Promovido pelo ONU-Habitat, o Fórum reuniu mais de 24 mil participantes de 169 países, entre governos nacionais e locais, organismos internacionais, universidades, especialistas e representantes da sociedade civil para discutir soluções urbanas diante de desafios globais como déficit habitacional, mudanças climáticas e desigualdade social.
O Requalifica Centro foi destacado pela ONU por incentivar a transformação de edifícios antigos e subutilizados da região central em moradias, especialmente habitação de interesse social, por meio de incentivos fiscais, edilícios e financeiros. O programa estimula a ocupação de áreas já urbanizadas, reduz deslocamentos, preserva patrimônio histórico e contribui para um modelo de cidade mais compacta, sustentável e inclusiva.
“A escolha reforça o protagonismo de São Paulo nos debates globais sobre retrofit, requalificação urbana e produção habitacional em áreas centrais consolidadas, além de evidenciar o potencial do patrimônio histórico como instrumento de desenvolvimento urbano sustentável”, afirma a secretária municipal de Urbanismo e Licenciamento, Elisabete França.
Atualmente, os programas municipais Requalifica Centro e Subvenção Econômica impulsionam a requalificação urbana de 49 edifícios no Centro da capital. São 30 projetos aprovados pelo Requalifica Centro e 31 empreendimentos credenciados na Subvenção Econômica, sendo que 12 participam simultaneamente das duas iniciativas.
Os programas já viabilizam a produção de 5.238 moradias por meio da recuperação de edifícios existentes, estratégia considerada internacionalmente uma das principais ferramentas para reduzir emissões, aproveitar infraestrutura instalada e combater o esvaziamento de áreas centrais. Até o momento, 14 edifícios concluíram as obras e receberam Certificado de Conclusão de Requalificação.
“Esse reconhecimento internacional demonstra que São Paulo vem consolidando uma política habitacional com escala, inovação e impacto social real na vida das pessoas. São iniciativas que transformam o cotidiano das famílias, aproximando moradia de emprego, transporte e serviços, além de garantir dignidade, inclusão e novas oportunidades para quem mais precisa da política pública habitacional”, afirma o secretário municipal de Habitação, Diogo Soares, que representou a Prefeitura em debates sobre governança metropolitana para habitação acessível e desenvolvimento territorial inclusivo, ao lado de representantes de diferentes continentes, discutindo soluções adotadas pelas grandes metrópoles diante da crise habitacional e das mudanças climáticas.
Além disso, apresentou o Pode Entrar Melhorias, que promove reformas em moradias autoconstruídas, incluindo intervenções em instalações elétricas e hidráulicas, acabamento e impermeabilização, ampliando a segurança e a qualidade de vida das famílias.
Entre os empreendimentos contemplados estão edifícios emblemáticos da capital, como Copan, Martinelli, Sete de Abril e Residencial Cambridge, além de imóveis assinados por arquitetos de relevância histórica, como Ramos de Azevedo, Rino Levi e Jacques Pilon.
Além do reconhecimento ao programa de retrofit, São Paulo apresentou no Fórum Urbano Mundial outras políticas públicas voltadas à habitação, sustentabilidade e adaptação climática. A secretária Elisabete França participou de seis painéis ao longo da programação, incluindo o debate promovido pela ONU-Habitat “From Homes to Habitats – Measuring Nature-Positive Housing for Climate Resilience”.
No painel, foi apresentado o Programa Nova Paraisópolis, iniciativa da Prefeitura que prevê R$ 1,7 bilhão em investimentos em habitação, infraestrutura, equipamentos públicos e meio ambiente para transformar as condições urbanas e sociais da região.
A Prefeitura de São Paulo participou do WUF13 por meio da Secretaria Municipal de Relações Internacionais (SMRI), Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL), Secretaria Municipal de Habitação (SEHAB), Programas Mananciais (SEPM) e da área de Planejamento Estratégico da COHAB-SP.
“O Fórum Urbano Mundial demonstrou que o fortalecimento do multilateralismo é essencial para enfrentar desafios globais como a crise habitacional, as mudanças climáticas e as desigualdades sociais. São Paulo participa desse esforço internacional defendendo cidades mais humanas, sustentáveis e comprometidas com a cooperação internacional”, afirma a secretária municipal de Relações Internacionais, Angela Gandra.
