Paralisação na Linha 1-Azul do Metrô no feriado de 12 de outubro Foto RENATO S. CERQUEIRA

Paralisação na Linha 1-Azul do Metrô no feriado de 12 de outubro Foto RENATO S. CERQUEIRA

Metrô de SP demite 5 funcionários por paralisação surpresa no feriado de 12 de outubro

Ao todo, nove operadores de trem já foram penalizados. Segundo a empresa, eles tiveram “condutas irregulares” durante o ato. Sindicato classifica demissões como “injustas” e convoca assembleia

 

O Metrô de São Paulo demitiu cinco operadores de trem por “faltas graves” durante a paralisação surpresa dos funcionários no feriado de 12 de outubro. A medida foi anunciada pelo governo do estado na tarde de terça-feira (24).

Além dos desligados, outros quatro funcionários também foram punidos por envolvimento no ato. Um deles foi suspenso por 29 dias, enquanto os outros três, que são sindicalizados, terão que responder a inquérito no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Por nota, o Metrô afirmou que as punições se basearam em imagens, áudios e relatórios que indicaram “conduta irregular” dos nove profissionais, levando em conta também a falta de aviso prévio sobre a paralisação.

Segundo a companhia, ainda há casos sob avaliação e novas punições não podem ser descartadas.

Em suas defesas, os nove funcionários alegaram à empresa que a paralisação foi um protesto contra advertências enviadas a três operários da Linha 2-Verde. O Metrô disse que tais medidas não implicavam em demissão ou redução salarial, sem esclarecer o motivo das repreensões.

O sindicato da categoria classificou as demissões como injustas e convocou os trabalhadores para uma assembleia.

“Entendemos que essa atitude intempestiva, arbitrária e antissindical é uma tentativa de enfraquecer uma categoria que está na linha de frente da luta contra o projeto do governador de privatizar todos os serviços públicos”, disse o sindicato dos metroviários.

O Metrô nega que as punições tenham qualquer relação com a greve de 3 de outubro, que foi contra a possível privatização da companhia.