Coluna Luiz Delfino

Estocolmo: ilhas, encontros e culturas

Luiz Delfino Cardia

Estocolmo não se impõe; ela se revela aos poucos. 

Construída sobre 14 ilhas interligadas, a capital da Suécia é uma cidade onde a água organiza o espaço urbano e o ritmo da vida. 

Nas ruas, o medieval e o contemporâneo convivem com naturalidade: edifícios históricos dialogam com arquitetura moderna, design escandinavo e inovação, formando uma paisagem em que passado e futuro caminham lado a lado. 

A multiculturalidade tornou-se um dos pilares da identidade de Estocolmo, sem que a cidade abdique de sua história. 

Aproximadamente 30% da população é formada por imigrantes, e essa presença múltipla se mistura ao cotidiano organizado da cidade: nos idiomas que ecoam nos transportes públicos, nos aromas da gastronomia internacional, nos mercados de rua e na programação cultural que ocupa praças, museus e espaços públicos ao longo do ano.

É a partir dessa cidade que inicio uma viagem de vivências dedicada às feiras de Natal e às festas de rua, observando como tradições populares transformam o espaço urbano em lugar de encontro, pertencimento e memória coletiva. 

O roteiro começa pela Suécia, passando por Estocolmo, Malmö e Slavöv, segue para Copenhague, na Dinamarca, e continua pela Alemanha, com paradas em Berlim, Potsdam, Freudenstadt e Heidelberg.

A jornada avança por Davos, na Suíça, Paris e Lourdes, na França, e por Lisboa, Porto, Fátima e Beja, em Portugal. Itália e Espanha permanecem como possibilidades em aberto.

Mais do que um percurso geográfico, trata-se de uma travessia multicultural. Estocolmo, com suas ilhas e encontros, inaugura esta série de observações sobre cidades que fazem da rua um espaço vivo de cultura.